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Quando é o momento certo de retirar as amígdalas

Quando retirar as amígdalas? Entenda indicações, benefícios, riscos, cirurgia e recuperação para decidir com avaliação otorrinolaringológica.

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Guilherme Fenolio
Guilherme Fenolio

Dr Guilherme Fenólio

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17 min

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Ilustração de amígdalas palatinas na garganta

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Entender quando retirar as amígdalas ajuda a diferenciar uma infecção passageira de um problema que afeta sono, respiração, alimentação ou rotina.

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A retirada das amígdalas, chamada amigdalectomia, costuma ser considerada quando há infecções recorrentes ou graves, abscessos que persistem, amigdalite crônica ou obstrução da respiração, inclusive apneia do sono. O médico avalia a frequência e a intensidade dos episódios, o impacto na escola, no trabalho, na alimentação e no descanso, além do histórico clínico. A cirurgia é feita com anestesia geral e a recuperação costuma exigir repouso, hidratação e atenção à dor e a sinais de sangramento. A indicação não deve ser decidida apenas pelo tamanho das amígdalas ou por uma infecção isolada.

Resumo

  • A amigdalectomia é mais considerada diante de infecções recorrentes, obstrução respiratória, apneia do sono ou abscessos persistentes.
  • O impacto dos sintomas sobre sono, respiração, alimentação, audição, escola e qualidade de vida pesa na decisão.
  • A cirurgia é comum, mas envolve dor, dificuldade para engolir e risco de hemorragia, por isso exige preparo e acompanhamento.
  • A recuperação costuma levar de uma a duas semanas, com repouso, hidratação e retorno médico conforme a orientação do otorrinolaringologista.
Diagrama mostrando as amígdalas e sua localização no sistema linfático

O que são as amígdalas?

As amígdalas são estruturas de tecido imunológico localizadas no fundo da garganta, uma de cada lado. Elas fazem parte do anel de defesa que entra em contato com o ar, a saliva e os alimentos, especialmente na região de passagem entre a boca e a faringe.

Por estarem expostas a microrganismos, podem inflamar e aumentar de tamanho. A amigdalite pode causar dor de garganta, dificuldade para engolir, febre, mau hálito e placas, mas esses sinais também podem aparecer em outros quadros. Por isso, observar apenas a aparência da garganta não basta para concluir que a cirurgia é necessária.

Em crianças, o aumento das amígdalas pode estreitar a passagem de ar e se manifestar como ronco, sono agitado ou pausas respiratórias. Em adultos, além das infecções e da obstrução, a amigdalite crônica e a amigdalite caseosa aparecem entre as situações que podem exigir avaliação especializada.

Representação visual das funções das amígdalas na defesa do corpo

Quais são as funções das amígdalas?

A principal função das amígdalas é participar da vigilância imunológica na entrada das vias respiratórias e digestivas. Elas reconhecem partículas e agentes invasores e ajudam a iniciar respostas de defesa. Essa atuação é relevante, sobretudo na infância, quando o sistema imune está acumulando experiências.

Isso não significa que as amígdalas sejam indispensáveis para que o organismo se proteja. A defesa do corpo envolve outros tecidos, células e anticorpos. A Drauzio Varella descreve as amígdalas como uma barreira imunológica contra bactérias e outros agentes invasores, mas a presença dessa função não impede a indicação cirúrgica quando elas passam a causar prejuízo importante.

Também é útil separar função de tamanho. Amígdalas grandes podem existir sem infecções frequentes, enquanto amígdalas de tamanho menos evidente podem estar associadas a episódios repetidos ou inflamação persistente. O que orienta a conduta é a combinação entre sintomas, exame, histórico e impacto na vida diária.

Médico examinando a garganta de um paciente com uma lanterna

Quando é necessário retirar as amígdalas?

A retirada das amígdalas é considerada quando infecções recorrentes, obstrução da respiração ou outras complicações trazem prejuízo relevante e não são bem controladas com tratamento clínico. A decisão depende da avaliação do otorrinolaringologista, não de um episódio isolado.

Quais são os sinais de que a remoção é necessária?

O primeiro sinal é a repetição de amigdalites com intensidade suficiente para interromper a rotina. Faltas à escola ou ao trabalho, necessidade frequente de medicamentos, dor para comer e episódios que comprometem o estado geral tornam a avaliação mais importante. A MedlinePlus cita como referência a ocorrência de cinco ou mais episódios em um ano, ou três ou mais por ano em cada um de dois anos, especialmente quando a criança tem prejuízo na saúde, na escola, na audição ou na respiração.

Há também sinais ligados ao sono e à passagem de ar. Ronco intenso, respiração pela boca, sono fragmentado, pausas percebidas durante a noite e cansaço durante o dia podem sugerir obstrução. A MedlinePlus informa que problemas para respirar e piora do sono, inclusive por apneia do sono, podem indicar a retirada. A Tua Saúde também relaciona amígdalas grandes a ronco e apneia.

Outro sinal é a persistência da infecção apesar do tratamento indicado. Amigdalite que não melhora ou volta com frequência, faringite estreptocócica recorrente e abscessos nas amígdalas que não melhoram após drenagem podem justificar nova avaliação. Dor unilateral intensa, voz abafada, dificuldade para abrir a boca ou engolir saliva exigem atendimento médico, pois podem apontar complicação que não deve esperar uma consulta de rotina.

O histórico precisa ser documentado. Anotar datas dos episódios, febre, placas, testes realizados, tratamentos, afastamentos e necessidade de atendimento ajuda o especialista a distinguir repetição verdadeira de dores de garganta com causas diferentes. O mesmo cuidado vale para ronco e pausas respiratórias: relatos de quem acompanha o sono podem revelar um problema que o paciente não percebe.

Não existe uma regra única para todos. O médico considera idade, outras doenças, uso de medicamentos, padrão das infecções, exame da garganta e o quanto o quadro interfere em respirar, dormir, comer, estudar, trabalhar ou ouvir. O Dr Guilherme Fenólio recomenda que essa decisão seja construída com uma avaliação otorrinolaringológica individualizada, especialmente quando a queixa envolve crianças ou sintomas de obstrução.

Quais condições podem indicar a cirurgia?

As indicações mais conhecidas são infecções recorrentes, amigdalite crônica, abscessos repetidos e obstrução da via aérea superior. As infecções recorrentes são uma situação em que a cirurgia pode ser indicada. A MedlinePlus acrescenta obstrução das vias aéreas e abscessos recorrentes entre os motivos para considerar o procedimento.

A apneia obstrutiva do sono merece atenção porque a obstrução pode comprometer o descanso e a respiração noturna. Quando as amígdalas estão aumentadas, a cirurgia pode fazer parte do tratamento, às vezes junto com a avaliação das adenoides. A remoção pode ser necessária em alguns casos de apneia do sono, e a obstrução respiratória pode estar relacionada ao aumento das amígdalas.

Em adultos, a revisão publicada pela SciELO Portugal em 2024 aponta amigdalite crônica, síndrome da apneia obstrutiva do sono, amigdalite caseosa e necessidade de avaliação anatomopatológica entre as indicações comuns. A amigdalite caseosa costuma ser percebida por bolinhas ou placas de odor desagradável, mas a presença desse achado, sozinha, não determina a cirurgia. É preciso avaliar frequência, intensidade e resposta às medidas clínicas.

Algumas situações exigem distinguir a retirada apenas das amígdalas de uma cirurgia combinada com as adenoides. A adenoamigdalectomia em crianças com apneia do sono foi associada a melhora de medidas relacionadas à asma em um estudo com quarenta mil crianças de três a dezessete anos. Entre as crianças com asma submetidas ao procedimento, episódios agudos que não respondiam ao tratamento diminuíram cerca de trinta e oito por cento um ano depois, enquanto a redução foi de sete por cento entre as não operadas. Esse achado não transforma a cirurgia em tratamento universal para asma, mas mostra por que doenças associadas devem ser informadas ao otorrinolaringologista.

O mesmo estudo registrou redução de trinta por cento nas exacerbações de asma, contra dois por cento no grupo não operado, além de redução de trinta e seis por cento nas hospitalizações associadas à asma e de vinte e seis por cento nas consultas de urgência por esse motivo. Esses resultados dizem respeito a um grupo específico de crianças com apneia e asma, não a qualquer pessoa com amígdalas grandes.

Guias clínicos podem usar critérios diferentes para organizar a indicação. O IMSS considera obstrução da via aérea superior e infecções recorrentes da via aérea superior como indicações absolutas em crianças. Já materiais médicos citados pela Drauzio Varella descrevem, como referência para casos pediátricos, sete episódios em doze meses, cinco por ano em cada um dos dois anos seguintes ou três por ano em cada um dos três anos seguintes. Esses números não devem ser aplicados sem confirmar se os episódios foram realmente amigdalites e se houve documentação clínica.

A cirurgia, portanto, entra em discussão quando o problema supera o desconforto ocasional. Em vez de perguntar somente se as amígdalas estão grandes, a consulta deve investigar se elas estão provocando infecção repetida, obstrução, alteração do sono, abscesso, dificuldade alimentar ou prejuízo significativo à rotina.

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Representação de uma pessoa se sentindo melhor após a remoção das amígdalas

Quais são as vantagens de retirar as amígdalas?

Melhora na qualidade de vida

Quando a indicação está bem estabelecida, retirar as amígdalas pode reduzir interrupções no sono, crises dolorosas, faltas escolares e afastamentos do trabalho. A melhora esperada não é apenas deixar de sentir dor de garganta: respirar melhor à noite, engolir com menos desconforto e recuperar uma rotina previsível também fazem parte do resultado que deve ser discutido.

Em crianças com obstrução, familiares podem perceber sono menos agitado e menos pausas respiratórias. Em adultos, a melhora pode aparecer na redução de episódios infecciosos, do mau hálito associado à inflamação persistente ou do desconforto causado pela amigdalite caseosa. O benefício depende de a amígdala ser realmente a origem principal do problema.

A avaliação também deve alinhar expectativas. A cirurgia não impede todas as futuras dores de garganta, porque faringe, nariz e outras estruturas continuam sujeitas a infecções e irritações. O ganho mais consistente é retirar uma fonte identificada de infecção ou obstrução, e não prometer uma garganta livre de qualquer sintoma.

Redução de infecções recorrentes

A redução das infecções recorrentes é uma das razões mais frequentes para indicar a amigdalectomia. O Hospital Pequeno Príncipe afirma que a remoção pode diminuir esses episódios, sobretudo quando as crises são repetidas, documentadas e afetam saúde geral, escola, trabalho ou alimentação.

O benefício precisa ser comparado ao padrão real da doença. Uma pessoa que teve um episódio isolado provavelmente não tem a mesma relação entre benefício e risco que alguém com crises sucessivas, abscessos ou amigdalite que retorna apesar do tratamento. Por isso, registrar os episódios e levar as informações à consulta é uma atitude prática.

Em crianças com apneia e asma, o estudo divulgado pela ALERT Life Sciences Computing observou que eventos relacionados à asma, como broncoespasmos agudos e sibilâncias, diminuíram apenas entre as submetidas à cirurgia. Esse dado é complementar e não substitui a avaliação da indicação principal, que continua sendo feita com base no quadro respiratório e infeccioso de cada paciente.

Símbolos representando riscos e efeitos colaterais de uma cirurgia

Quais são as desvantagens de retirar as amígdalas?

Riscos associados à cirurgia

A amigdalectomia é considerada um procedimento comum pelo Hospital Pequeno Príncipe, mas não é isenta de riscos. Dor na garganta e dificuldade para comer ou engolir são efeitos esperados no pós-operatório e podem dificultar a hidratação. Náusea, mau hálito temporário e dor refletida nos ouvidos também podem ocorrer durante a cicatrização.

A complicação que exige maior atenção é o sangramento. A Drauzio Varella descreve hemorragia pós-operatória tanto logo após o procedimento quanto cerca de uma semana depois. Qualquer sangramento pela boca deve ser comunicado imediatamente à equipe ou avaliado em serviço de urgência, conforme a orientação recebida na alta.

O risco anestésico e as condições de saúde também entram no planejamento. Informe alergias, doenças, remédios de uso contínuo, problemas de coagulação e cirurgias anteriores. Em crianças, pode haver mudança temporária na ressonância da voz, especialmente enquanto os tecidos se adaptam ao novo espaço na garganta.

A decisão deve pesar o risco do procedimento contra o impacto da doença sem tratamento. Adiar uma cirurgia indicada também pode prolongar infecções, obstrução e perda de qualidade de vida. Ainda assim, o médico deve explicar as alternativas, os cuidados e os sinais de alarme antes da autorização.

Mudanças na imunidade

As amígdalas participam da barreira imunológica, então é comum a família perguntar se a retirada deixará a pessoa mais vulnerável. A preocupação é legítima, mas o sistema de defesa não depende de uma única estrutura. Outros tecidos da garganta e mecanismos imunológicos continuam atuando.

A ginger.healthcare relata que não há boas evidências de dano à imunidade a longo prazo após a amigdalectomia. Isso não significa que a operação deva ser feita sem indicação, e sim que o receio de uma queda permanente da imunidade, isoladamente, não costuma superar um benefício clínico bem estabelecido.

No curto prazo, a prioridade é atravessar a cicatrização com hidratação, alimentação possível e observação dos sinais de complicação. Febre persistente, piora importante da dor, incapacidade de beber líquidos ou sangramento precisam ser comunicados. A orientação recebida no serviço onde a cirurgia foi realizada prevalece sobre recomendações genéricas.

Instrumentos cirúrgicos dispostos sobre uma bandeja perto de um paciente

Como é a cirurgia para remoção das amígdalas?

A cirurgia para remoção das amígdalas é feita pela boca, sob anestesia geral, sem cortes externos no pescoço. Antes do procedimento, a equipe revisa o histórico, orienta o jejum, solicita exames quando necessário e explica a recuperação.

Preparação para a cirurgia

Na consulta pré-operatória, o otorrinolaringologista confirma a indicação e revisa infecções anteriores, sintomas de sono, alergias, doenças, medicamentos e possíveis alterações de coagulação. A Drauzio Varella cita exames de sangue, como hemograma e coagulograma, entre as avaliações que podem ser solicitadas nos dias anteriores à operação.

O jejum é necessário porque a cirurgia ocorre com anestesia geral. A FEAPAESP cita orientação de jejum de oito horas em material médico brasileiro. O paciente deve seguir exatamente o horário informado pela equipe, inclusive sobre água, medicamentos e alimentação, porque a orientação pode ser ajustada de acordo com a idade e as condições clínicas.

Organize o retorno para casa e o período de repouso antes da internação. Deixe disponíveis líquidos, alimentos macios conforme a liberação médica e os medicamentos prescritos. Também avise a equipe se surgir febre, tosse, resfriado ou outra alteração antes da data marcada, pois isso pode mudar o planejamento anestésico.

O que esperar durante o procedimento?

A amigdalectomia é realizada pela boca, com o paciente dormindo sob anestesia geral. O cirurgião acessa as amígdalas pela cavidade oral e controla o sangramento ao longo do procedimento. Como não há incisão externa no pescoço, não se espera uma cicatriz visível nessa região.

O Hospital Pequeno Príncipe classifica a cirurgia como um procedimento comum. Mesmo assim, a equipe acompanha respiração, circulação e recuperação anestésica com atenção. Em alguns casos, a cirurgia das amígdalas é planejada junto com a retirada das adenoides, especialmente quando há obstrução nasal, ronco ou apneia relacionados às duas estruturas.

Na alta, o paciente recebe instruções sobre analgésicos, alimentação, repouso, hidratação e sinais de alerta. Pergunte como agir diante de dor fora do controle, vômitos, febre, desidratação ou sangue na saliva. Ter essa informação antes de sair reduz insegurança durante a recuperação.

Paciente descansando na cama com um curativo na garganta

Como é a recuperação após a cirurgia?

A recuperação após a amigdalectomia costuma levar de uma a duas semanas. Nesse período, repouso, hidratação, controle da dor e vigilância de sangramento são os principais cuidados.

Cuidados pós-operatórios

O Hospital Pequeno Príncipe informa que a recuperação pode durar de uma a duas semanas. A dor pode aumentar em alguns dias da cicatrização, inclusive com desconforto nos ouvidos, e isso não deve levar à suspensão dos medicamentos prescritos sem orientação. Use os remédios nos horários recomendados e observe se a pessoa consegue beber líquidos.

Repouso e hidratação são cuidados pós-operatórios destacados pelo Hospital Pequeno Príncipe. Pequenos goles frequentes podem ser mais fáceis do que grandes volumes de uma vez. A alimentação deve seguir a textura e a temperatura liberadas pela equipe, respeitando a dor e evitando forçar a deglutição.

Planeje afastamento de atividades que exijam esforço e mantenha supervisão próxima, sobretudo no início. A boca pode apresentar mau hálito e uma aparência esbranquiçada na região operada durante a cicatrização, o que nem sempre significa pus. Não raspe a área nem use produtos caseiros sem autorização médica.

Sangue vermelho vivo, vômito com sangue, dificuldade para respirar, incapacidade de manter líquidos ou sinais de desidratação exigem contato imediato com o serviço indicado na alta. Em crianças, mudanças de comportamento, pouca urina ou sonolência fora do habitual também merecem atenção.

Quando retornar ao médico?

O retorno deve seguir o calendário definido pelo otorrinolaringologista e pode ser antecipado diante de qualquer sinal de alerta. A consulta permite revisar a cicatrização, a ingestão de líquidos, o controle da dor e a retomada progressiva das atividades.

Procure atendimento sem esperar o retorno programado se houver sangramento, dificuldade respiratória, piora intensa ou incapacidade de beber. A hemorragia pode aparecer logo após a operação ou cerca de uma semana depois, como descreve a Drauzio Varella, por isso o cuidado não termina quando o paciente deixa o hospital.

Também é importante retornar quando a indicação envolvia ronco, pausas respiratórias, infecções repetidas ou prejuízo escolar e profissional. O acompanhamento verifica se o objetivo clínico está sendo alcançado e se outra causa de sintomas precisa ser investigada. Para saber quando retirar as amígdalas, o próximo passo é marcar uma avaliação com o Dr Guilherme Fenólio e levar o histórico dos episódios, dos tratamentos e das alterações no sono.

  • Entender se infecções repetidas justificam cirurgia → Registre cada episódio e procure avaliação otorrinolaringológica para confirmar a frequência, a gravidade e o impacto na rotina.
  • Investigar ronco, pausas respiratórias ou sono agitado → Relate os sinais observados durante a noite e peça avaliação das amígdalas, adenoides e vias respiratórias.
  • Saber se um abscesso exige retirada das amígdalas → Busque atendimento médico e informe se o abscesso melhorou após drenagem ou voltou, pois essa informação influencia a conduta.
  • Preparar uma criança ou adulto para a cirurgia → Confirme jejum, medicamentos, exames, transporte para casa e cuidados de hidratação diretamente com a equipe.
  • Recuperar-se com segurança após a amigdalectomia → Priorize repouso, hidratação, medicação prescrita e atenção imediata a qualquer sangramento ou dificuldade para respirar.
  • Pessoa com infecções recorrentes documentadas e impacto na rotina: Agende consulta com otorrinolaringologista para comparar o padrão dos episódios com os critérios clínicos e discutir a amigdalectomia.
  • Pessoa com ronco intenso, pausas respiratórias ou apneia: Procure avaliação das vias aéreas e do sono, pois amígdalas aumentadas podem participar da obstrução.
  • Pessoa com uma única amigdalite ou sintomas leves e isolados: Não conclua pela necessidade de cirurgia; trate o episódio conforme orientação médica e observe a evolução.
  • Pessoa no pós-operatório com sangue, falta de ar ou incapacidade de beber: Procure imediatamente o serviço de urgência indicado na alta, sem aguardar o retorno programado.

Perguntas frequentes

Toda pessoa com amígdalas grandes precisa operar?
Não. O tamanho, sozinho, não define a necessidade de cirurgia. A indicação depende de obstrução, apneia, infecções recorrentes, abscessos, dificuldade para engolir e impacto na qualidade de vida.
Quantas amigdalites justificam a cirurgia?
A MedlinePlus cita cinco ou mais episódios em um ano, ou três ou mais por ano em dois anos, como referência. Outros materiais descrevem critérios diferentes, portanto é necessário confirmar o diagnóstico e discutir o histórico com o otorrinolaringologista.
A amigdalectomia melhora o ronco?
Pode ajudar quando o ronco é causado por obstrução relacionada ao aumento das amígdalas. Se houver outras causas, como alterações nasais ou adenoides, elas também precisam ser avaliadas.
A retirada das amígdalas reduz a imunidade?
As amígdalas participam da defesa, mas o organismo conta com outros mecanismos imunológicos. A ginger.healthcare informa que não há boas evidências de dano à imunidade a longo prazo após a cirurgia.
Quanto tempo dura a recuperação?
O Hospital Pequeno Príncipe informa que a recuperação pode levar de uma a duas semanas. Dor, alimentação, hidratação e retorno às atividades devem seguir as instruções da equipe.
O que fazer se houver sangramento depois da cirurgia?
Sangramento pela boca deve ser tratado como sinal de alerta. Procure imediatamente o serviço orientado na alta ou atendimento de urgência, sem esperar a consulta marcada.
A cirurgia é feita com anestesia geral?
Sim. A amigdalectomia é realizada sob anestesia geral e o acesso costuma ser pela boca, sem corte externo no pescoço.
Adultos também podem retirar as amígdalas?
Sim. Em adultos, amigdalite crônica, apneia obstrutiva do sono, amigdalite caseosa e necessidade de avaliação anatomopatológica aparecem entre as indicações descritas em revisão científica publicada em 2024.

Glossário

Amigdalectomia
Cirurgia para remover as amígdalas.
Amigdalite
Inflamação de uma ou das duas amígdalas, geralmente associada a dor de garganta e dificuldade para engolir.
Apneia obstrutiva do sono
Interrupção ou redução repetida da passagem de ar durante o sono por obstrução das vias respiratórias.
Amigdalite caseosa
Condição associada ao acúmulo de material esbranquiçado nas criptas das amígdalas, frequentemente com mau odor.
Adenoamigdalectomia
Cirurgia combinada para remover amígdalas e adenoides.
Abscesso peritonsilar
Acúmulo de pus próximo à amígdala, geralmente acompanhado de dor intensa e dificuldade para engolir ou abrir a boca.
Guilherme Fenolio

Escrito por

Guilherme Fenolio

Dr Guilherme Fenólio

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